Transporte clandestino de passageiros pode dar pena de dois a cinco anos

Esse é o entendimento da Justiça Federal, em decisão de primeira instância tomada na última segunda-feira (19)

O transporte clandestino interestadual ou internacional de passageiros pode ser considerado crime. Esse é o entendimento da Justiça Federal em Luziânia (GO), que determinou a prisão preventiva do motorista Richard Paulley de Oliveira, na semana passada, depois que ele foi flagrado praticando a atividade ilegalmente.

Na decisão, o juiz considerou que o motorista não tinha delegação do poder público para realizar o serviço de transporte remunerado de passageiros. Por isso, classificou a conduta do homem como usurpação de função pública (art. 328, §1º do Código Penal), que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão. Além disso, sustentou, na decisão, que o motorista expos a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo em decorrência do transporte em desacordo com as normas legais (art. 132 do Código Penal), que tem pena de detenção de até um ano e quatro meses.

Esse entendimento da Justiça Federal agrava a punição pela conduta. Atualmente, motoristas que transportam passageiros clandestinamente são penalizados pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) com multa (a infração é média, com sanção de R$ 85,13) e retenção do veículo, que dura, no mínimo, 72 horas, segundo uma resolução em vigor desde 2014. O condutor também está sujeito a medidas administrativas impostas pela ANTT e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). O condutor de Luziânia foi autuado pelos agentes em razão do transporte clandestino em condições precárias de segurança. Somando com outras infrações de trânsito, ele deve pagar R$ 15 mil.

Conforme o gerente executivo da ANTT, Edson Quadros, neste ano, foram apreendidos 255 veículos e aplicados 700 autos de infração no entorno do Distrito Federal por transporte clandestino. Ele salienta que a autarquia mantém um plano de combate a essa prática, de forma contínua e programada, com apoio de outros órgãos públicos.

O secretário-adjunto de Mobilidade do Distrito Federal, Fábio Damasceno, relata que, dentro do DF, a fiscalização é respaldada pela justiça estadual, onde os motoristas irregulares são enquadrados no art. 47 da Lei das Contravenções Penais, por exercer profissão ou atividade econômica sem preencher as condições às quais está subordinado o seu exercício. Para ele, o entendimento da Justiça Federal poderá servir de referências para novas decisões. “No Distrito Federal, ainda não houve uma decisão judicial neste sentido, temos que aguardar uma posição. Mas é claro que uma decisão da Justiça Federal ajuda a justiça do DF a ter uma jurisprudência sobre o assunto”, avalia.

SEST SENAT está mobilizado para o Dia Nacional do Trânsito

Celebrado no próximo dia 25, campanha nacional chama a atenção para um trânsito mais seguro

Os dados relativos aos acidentes e mortes no trânsito no Brasil não são nada animadores. De acordo com o levantamento mais recente realizado pelo Ministério da Saúde, o número de mortes por acidentes de trânsito no país passou de 38,2 mil em 2008, para 42,2 mil em 2013. Com relação às internações, o salto foi ainda maior: 99 mil em 2008, para 169,7 mil em 2013. Em 2014, segundo dados do OSNV (Observatório Nacional de Segurança Viária), mais de 43,7 mil pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito.

Tendo em vista tal cenário, todos os anos o SEST SENAT realiza diversas ações de conscientização a fim de promover a paz no trânsito. Em 2016, a campanha nacional tem o objetivo de orientar os motoristas quanto à importância da responsabilidade e do respeito ao próximo para reduzir o número de acidentes nas estradas do Brasil.

Em Teresina (PI), por exemplo, a equipe local do SEST SENAT já realizou nessa quarta-feira (20) uma blitz educativa em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal). A ação ocorreu na BR-343 e contou com Cinema Rodoviário, distribuição de panfletos e adesivos, além de abordagens educativas. Já a Unidade de Picos, também no Piauí, realizou uma palestra sobre Direção Preventiva para os motoristas de uma empresa, além de blitz educativa.

A mesma oportunidade tiveram os alunos do Programa Jovem Aprendiz e dos cursos de Assistente em Logística do Transporte e Assistente Administrativo em Transporte da Unidade de Foz do Iguaçu (PR). O evento teve o intuito de esclarecer dúvidas e orientar sobre as questões relacionadas aos cuidados e segurança no trânsito e abordou temas como: segurança no trânsito, primeira habilitação, respeito ao ciclista.

Uma maneira criativa de abordar o tema foi utilizada pelo SEST SENAT de Piracicaba (SP). Durante toda esta semana, o Stand Up “ALERTA – Todos pela Paz no Trânsito” promove de forma lúdica a conscientização dos condutores, pedestres e demais usuários das vias, sobre os principais fatores que geram acidentes. A peça ainda alerta sobre as mudanças necessárias para um trânsito mais seguro. Na próxima sexta-feira (23), o Stand Up será apresentado no terminal urbano da cidade, além de outros espaços públicos.

Até domingo (25), Dia Nacional do Trânsito, diversas ações serão realizadas pelas Unidades do SEST SENAT em todo o Brasil. Para conferir e participar das atividades na sua região entre em contato com a Unidade mais próxima clicando aqui.

Brasil é o 20º melhor país do mundo para dirigir, segundo o Waze

Saiba quais são as melhores e as piores cidades no país, conforme o levantamento do aplicativo
Ranking divulgado pelo aplicativo de trânsito Waze coloca a Holanda na primeira colocação entre os melhores lugares do mundo para se dirigir, resultado decorrente das condições do trânsito, da qualidade viária e da segurança para motoristas, pedestres e ciclistas. Em seguida, aparecem França, Estados Unidos, República Tcheca e Suécia.

O Brasil está na 20ª colocação no ranking geral. Entre os países da América Latina, o país é o terceiro, atrás de Porto Rico e da Argentina.

O ranking é produto do Índice de Satisfação do Motorista do Waze, que analisa a experiência de condução de usuários do aplicativo em 38 países de 235 cidades. Por meio dele, os condutores dão uma pontuação que vai de 1 (muito ruim) a 10 (satisfatória). O estudo concentra-se em cidades com mais de 20 mil usuários ativos por mês.

O índice considera seis atributos, quantitativos e qualitativos, para mostrar como é dirigir em cada lugar: densidade e severidade do trânsito; qualidade das vias e infraestrutura; segurança nas vias, a partir da densidade de acidentes, obstáculos e condições do clima; serviços ao motorista, como acesso a estações de serviço e estacionamento simples; aspectos socioeconômicos, como acesso a carros e impacto do preço do combustível e satisfação e ajuda da comunidade Waze (medido pelos agradecimentos aos alertas de outros motoristas, e pelos estados de ânimo selecionados pelos usuários no aplicativo), quesito chamado Wazeyness.

Os países onde é mais difícil ser motorista, conforme o índice, são El Salvador, Filipinas, Guatemala, Panamá e Indonésia, devido ao intensíssimo trânsito, baixo nível de Wazeyness e fatores socioeconômicos.

Melhores cidades

Aqui no Brasil, a melhor cidade para dirigir é Volta Redonda (RJ), que está na 29ª posição no ranking geral. Em seguida, vêm Sorocaba, Atibaia, Taubaté e Jacareí, todas em São Paulo. No lado oposto, como a pior, está Maceió (AL), seguida de São José (SC), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC) e Manaus (AM).

No mundo, Valence, na França, aparece em primeiro lugar, graças à boa qualidade das suas ruas, baixos preços de combustível, pouco trânsito e uma comunidade Waze que ajuda muito; outras nove cidades francesas ocupam as posições do Top 10.

No extremo oposto, Cebu (Filipinas) é a pior cidade do mundo para dirigir, seguida de Bogor (Indonésia), San Salvador (El Salvador), Denpasa e Bandung (Indonésia).

10 melhores cidades para dirigir no Brasil

1º Volta Redonda (RJ)
2º Sorocaba (SP)
3º Atibaia (SP)
4º Taubaté (SP)
5º Jacareí (SP)
6º Grande Campinas (SP)
7º Brasília (DF)
8º Petrópolis (RJ)
9º Piracicaba (SP)
10º São José dos Pinhais (PR)

10 piores cidades para dirigir no Brasil

1º Maceió (AL)
2º São José (SC)
3º Campo Grande (MS)
4º Florianópolis (SC)
5º Manaus (AM)
6º João Pessoa (PB)
7º Curitiba (PR)
8º Fortaleza (CE)
9º Rio de Janeiro (RJ)
10º Belém (PA)
Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias